O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou  nesta segunda-feira (11) a ideia — também apoiada com entusiasmo pelo presidente americano, Donald Trump — de que os palestinos deveriam simplesmente deixar o território que abriga mais de dois milhões de pessoas após quase dois anos de conflito.

“Eles não estão sendo expulsos, eles terão permissão para sair”, disse ele ao canal de televisão israelense i24NEWS. “Todos aqueles que se preocupam com os palestinos e dizem que querem ajudá-los devem abrir seus portões e parar de nos dar sermão.”

O principal negociador do grupo militante Hamas conversou com mediadores egípcios sobre um possível cessar-fogo na guerra de Gaza também nesta quarta-feira.

Árabes e muitos líderes mundiais estão horrorizados com a ideia de deslocar a população de Gaza, o que, segundo os palestinos, seria como outra “Nakba” (catástrofe) quando centenas de milhares fugiram ou foram forçados a sair durante a guerra de 1948.

A retomada planejada da Cidade de Gaza por Israel — que foi tomada nos primeiros dias da guerra antes da retirada — provavelmente está a semanas de distância, dizem as autoridades.

Isso significa que um cessar-fogo ainda é possível, embora as negociações estejam fracassando e o conflito ainda esteja em curso.

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